A Comunicação Não-Violenta

Segundo Marshall Rosenberg quatro componentes podem nos ajudar a nos expressar de uma forma não-violenta.

  • Separar a avaliação da observação. Devemos separar a observação da avaliação. A avaliação é aquilo que valoramos sobres as coisas e a observação é a descrição dos fatos e coisas. As avaliações muitas vezes são recebidas pelos outros como críticas negativas. As observações podem ser feitas de um modo específico, para um tempo e contexto determinado e quando feita sem avaliação e julgamento é melhor recebida pelo ouvinte.
  • Identificar e expressar os nossos sentimentos. É importante identificar e expor o que estamos sentindo. Isso nos ajuda a resolver conflitos porque dá a oportunidade dos outros nos compreenderem melhor e o que estamos sentindo em determinado momento ou situação. Vale a pena aprender a diferenciar o que são sentimentos do que pensamos que estamos sentindo para poder expressar os sentimentos com mais eficácia.
  • Reconhecer as necessidades por trás dos sentimentos. Depois que observamos o que acontece e identificamos nossos sentimentos podemos reconhecer as necessidades relacionadas com esses fatos e os sentimento. A partir do momento em que conseguimos expressar nossas necessidades, ao invés de falarmos sobre o problema podemos encontrar maneiras de atender às necessidades. Nossas necessidades se relacionam diretamente com o que estamos sentindo, pois se sentimos algo é porque nossas necessidades estão ou não sendo satisfeitas.
  • O pedido. Por fim, é importante formular um pedido para que nossas necessidades possam ser atendidas. Usando a comunicação não-violenta podemos juntar os três elementos anteriores e fazer um pedido. É importante que o pedido seja feito de uma forma positiva, expressando o que queremos, em uma linguagem clara e de ações concretas.

Marshall Rosenberg em seu livro dá o seguinte exemplo, juntando os quatro elementos, para o uso de uma comunicação não-violenta. Uma mãe pode pedir para o seu filho arrumar alguma coisa da seguinte forma: “Filho, quando eu vejo duas bolas de meia sujas debaixo da mesa e mais três perto da televisão, fico irritada, porque preciso de mais ordem no espaço que usamos em comum. Você poderia colocar suas meias no seu quarto ou na lavadora?”

A comunicação não-violenta nos ajuda a expressar melhor assim como a receber as mensagens dos outros de uma forma mais eficaz, já que podemos buscar essas mesmas informações naquilo que as pessoas estão dizendo. Se você quiser se aprofundar neste tema, leia o livro Comunicação Não-Violenta escrito por Marshall B. Rosenberg e procure algum grupo de prática de CNV na sua cidade.

Siga nossa página no facebook.

(Fonte: ROSENBERG, Marshall. Comunicação Não-Violenta)

By | 2017-09-26T16:24:49+00:00 agosto 4th, 2016|comunicação, mediação, negociação|

Leave A Comment