Pedidos de indenização relacionados com o uso de glifosato disparam nos EUA

Matéria publicada na Exame afirma que a compra da Monsanto —uma transação de 66 bilhões de dólares— tem se revelado fonte de preocupação para a Bayer especialmente depois que um tribunal de São Francisco, nos Estados Unidos, condenou em agosto a companhia americana a pagar uma indenização de 289 milhões de dólares a um jardineiro que afirmou ter desenvolvido câncer por causa do glifosato. A substância é usada no Roundup, um dos herbicidas mais utilizados no mundo e um dos carro-chefes da Monsanto. No dia de negociação da bolsa após o veredito, a Bayer perdeu 11 bilhões de dólares em valor de mercado.

O anúncio da fusão das empresas levou a atenção dos investidores aos detalhes legais e aos obstáculos regulatórios que a operação poderia enfrentar. A decisão do tribunal de São Francisco, no entanto, mostrou um novo risco para a Bayer: o de não sair dos bancos dos tribunais. Segundo a própria Bayer, o número de ações judiciais contra o herbicida da Monsanto estava em 8.000 no final de julho —anteriormente, a companhia havia informado um número de 5.200 casos semelhantes.

A reportagem ainda afirma que “segundo um analista ouvido pela Bloomberg, a Bayer pode vir a enfrentar 5 bilhões de custos legais e pagamentos de ações, como resultado da aquisição da Monsanto.”

No Brasil, o uso do glifosato estava suspenso por decisão judicial, mas foi liberado novamente nesta semana, após o TRF da 1º Região acatar o pedido da Advocacia Geral da União e derrubar a medida liminar que impedia o uso do agroquímico. Segundo a AGU, sem a permissão do uso herbicida a safra de grãos deste ano seria fortemente prejudicada, o que poderia causar grandes prejuízos econômicos.

Fonte: Exame e TRF

2018-09-06T13:26:27+00:00

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